
Teoria histórico-cultural:
questões fundamentais para a educação escolar
tão, nos apresenta a relação entre esses tempos e os passos da pedagogia
histórico-crítica:
Tempos/espaços e práticas/passos pedagógicos
TEMPOS/ESPAÇOS PASSOS PEDAGÓGICOS
Prática social como ponto de partida
Tempos de problematização (a síncrese como
ponto de partida);
Quando os educandos enfrentam os problemas da prática
social a partir de seus próprios conhecimentos.
Tempos de instrumentalização (ensino de conte-
údos disciplinares com sua historicidade);
O conhecimento já produzido precisa ser aprendido pelos
estudantes de forma sistematizada e didática para que se
tornem mediações para a superação da síncrese em direção
à síntese; isto é, a compreensão do processo, do fenômeno,
do problema ou do fato, agora não mais somente por sua
sensibilidade empírica cotidiana, mas de forma pensada e
elaborada.
Tempos de experimentação (prática produtiva
e social);
Momentos disciplinares e/ou interdisciplinares de contato
direto e, o quanto possível, prático, com o processo, fenô-
meno, problema ou fato, promovendo momentos em que
se percebe a insuciência dos conhecimentos que os estu-
dantes possuem até então e se há a necessidade de aprendi-
zagem de novos conhecimentos.
Tempos de orientação (acompanhamento disci-
plinar ou interdisciplinar);
Estudantes estão com o(s) professor(es) em relação dialógi-
ca, individualmente ou em grupo, sendo esses os proposi-
tores, cabendo aos professores conduzir o processo segundo
as necessidades identicadas pelos estudantes.
Tempos de sistematização (revisão de proble-
mas, conteúdos e relações);
Estudantes e professores estão juntos para atividades de sis-
tematização dos conteúdos; permanecem como relação dia-
lógica, mas o professor especialista assume o protagonismo,
a partir dos conteúdos a serem trabalhados sistematicamen-
te, inclusive por meio da exposição didática. Este é o mo-
mento em que se preserva a especicidade epistemológica e
metodológica dos diferentes campos do saber.
Tempos de consolidação (sínteses)
Momentos de avaliações, sempre com a nalidade formati-
va, em que o estudante é desaado e pode perceber singu-
larmente limites e perspectivas de sua nova aprendizagem.
Catarse como ponto de chegada
Fonte: Autoria própria
A sequência desses tempos não é linear, assim como não o é o
processo de ensino-aprendizagem, ainda que este possa ser cuidadosamen-
te planejado. Mas as atividades curriculares e os tempos e espaços em que
elas ocorrem se desenvolvem sincrônica e diacronicamente, face à relação
dinâmica entre planejamento, necessidades e oportunidades. Prioridades
podem ser conferidas aos respectivos tempos e atividades, sem, entretanto,
que isto signique hierarquizar disciplinas e conteúdos sob o julgamento
de seu valor para a formação.