
ANTONIO DA SILVA JARDIM
NA HISTÓRIA DO ENSINO
DE LEITURA E ESCRITA NO BRASIL
Franciele Ruiz Pasquim
Franciele Ruiz Pasquim é Doutora e Mestre
em Educação, pela UNESP- Marília/SP,
respectivamente em 2013 e 2017. É também
formada em Pedagogia, pela UNESP de
Marilia/SP, em 2010. Atuou como professo-
ra alfabetizadora, coordenadora de escola e
atualmente é professora no Ensino Superior
no curso de Pedagogia e na pós-graduação
em Psicopedagogia, tendo realizado pes-
quisas nas áreas de Alfabetização, Literatura
Infantil e História da Educação. Apaixonada
por livros e leitura, faz parte de um projeto
de extensão intitulado Clube de Leitura Vir-
tual “João Anzanello Carrascoza”, um con-
vênio entre a FACCAT/Tupã/SP e UNES-
PAR/ Paranavai/PR; e coordena o Programa
Bolsa Alfabetização, uma parceria entre a
Secretaria Municipal da Educação de Tupã/
SP e a FACCAT.
Programa PROEX/CAPES:
Auxílio Nº 0798/2018
Processo Nº 23038.000985/2018-89
Este pequeno belo livro trata de um
capítulo da história a alfabetização no Brasil
ou melhor seria dizer história de imensa luta
pela alfabetização no Brasil. O cerne do ob-
jeto de Franciele Ruiz Pasquim é a notável
conferência proferida por Silva Jardim, em
1884, para ingressar na Escola Normal de
São Paulo. A conferência foi realizada num
contexto de crise social e institucional no
País, num contexto de amplo debate ideoló-
gico, com produção de novas ideias, como a
incorporação do positivismo professado por
Silva Jardim.
Um Silva Jardim educador é faceta
pouco conhecida desse intelectual militan-
te, mais conhecido pela luta pela instauração
da República e pela abolição do trabalho es-
cravizado. Mas é importante notar, com faz
Franciele Ruiz Pasquim, que o educador é
parte importante do intelectual republicano.
A alfabetização de todo um povo,
segundo investia Silva Jardim, seria possí-
vel apenas com a extirpação dos óbices que
representavam a escravatura e a monarquia.
Do mesmo modo, a alfabetização genera-
lizada seria um programa e uma condição
para a existência de uma República próspera.
Lamentável que o Brasil, que se
encontrava em grande atraso em relação a
alfabetização quando Silva Jardim fez o seu
enunciado, tenha-se mantido atrasado ainda
por muito mais tempo. Sessenta anos depois,
em 1944, Astrojildo Pereira ainda insistia
que a principal tarefa da intelectualidade
era a alfabetização do povo brasileiro. De
fato, letramento, educação e cultura para os
trabalhadores nunca foram de interesse das
classes que dominam o Brasil em seu exclu-
sivo benefício.
ANTONIO DA SILVA JARDIM NA HISTÓRIA DO ENSINO DE LEITURA E ESCRITA NO BRASIL
Franciele R. Pasquim
“[...]escrito de maneira elegante, com precisão conceitual e com profun-
didade teórica. A autora visivelmente conhece muito bem o pedagogo
que se propôs a analisar[...] O conjunto do texto proporciona ao leitor,
não apenas o domínio sobre o autor e o tema aqui propostos, mas tam-
bém sobre a trajetória de uma época importantíssima para os estudos da
História da Educação Brasileira. Trata-se, assim, de uma pesquisa de fô-
lego que corresponde ao que de melhor vem sendo produzido no cam-
po e que trará um contributo muito grande aos estudos da História da
Educação.”cionais que se enriquece, especialmente, com as propostas de
mediaescolas públicas de Valência.
MARCOS TADEU DEL ROIO
CARLOTA BOTO